ArtigosEdição 003Luiza Christine

Paulo Freire e a destruição dos índices brasileiros de educação

Conhecido por influenciar uma geração de educadores, Paulo Freire é, sem dúvidas, um dos nomes mais discutidos na atualidade.

Homenageado com o título de patrono da educação brasileira, em 2012, defendia uma transformação completa do mundo como conhecemos – assim como todo e qualquer bom revolucionário.

Sua obra mais célebre, Pedagogia do Oprimido (1974), permeada por influências marxistas e materialistas, delineia uma visão da educação como instrumento de transformação social. Nela, é possível notar a presença de inúmeras figuras como Guevara, Lênin e Fidel Castro, revelando a clara inclinação política do autor.

Para ele, a educação não pode se separar da política. Sendo assim, o professor deve atuar não somente como transmissor de conhecimentos, mas, também, como um agente de transformação social, um revolucionário.

Mas… será que nossas crianças precisam aprender mais sobre a “opressão” do que sobre o bê-á-bá? No Brasil de Paulo Freire, cerca de ⅔ das crianças chegam ao ensino médio sem dominar habilidades matemáticas básicas. Ademais, permitam-me ir além: vocês sabem qual curso é considerado como segunda opção da maioria dos estudantes de humanas? Exatamente, pedagogia.

Em diversas instituições, especialmente as públicas, a nota de corte para o curso de Pedagogia costuma ser relativamente baixa em comparação com outros cursos da área de humanas.

Agora, respondam-me: quem serão os futuros professores de nossos filhos e netos? Isso mesmo, esses pedagogos.

No Brasil, a educação, que deveria ser um pilar fundamental para o desenvolvimento, apresenta índices muito abaixo da média global. Segundo a Associação Brasileira de Educação (ABE), o país ocupa o penúltimo lugar no ranking global de qualidade de educação. Para encerrar, convido-os a refletir sobre a tão falada “liberdade de expressão”.

Será que esse direito está sendo garantido a todos os alunos, independentemente de suas opiniões?

A intolerância ideológica, que se manifesta na censura a ideias conservadoras, cria um ambiente hostil para aqueles que pensam de forma diferente.

Essa restrição à liberdade de expressão é, em si, uma forma de opressão.

É, amigos, nosso buraco é bem mais embaixo.

É possível existir uma luz no fim do túnel após tantos anos de doutrinação?

Luiza Christine – @ajovem_patriota